terça-feira, 26 de outubro de 2010

Qual limite


Saudade bate na porta
Sei que ainda não vai voltar
Vou viver nessa madorna
Neste misto de te querer e não querer

Nessa vontade de cruzar o oceano
Não olhar para a circunstância
Não pensar no amanhã
considerando que apenas o hoje me atrai

Sei que estamos muito longe
Sei que não há limites
Mas já aprendi na sua ausência a não desejar a sua presença
Já considerei o teu silêncio o meu ponto de partida
Já refiz do que eu era e do que agora sou

Eu ainda não sei a medida exata disso tudo
Eu não sei quanto tempo eu ainda vou viver com isso
Eu só sei que apenas não sou o que um dia eu fui com você!

sábado, 23 de outubro de 2010

A melodia embala os dias
A música embala momentos
As palavras embalam sentimentos
As pessoas embalam a vida

A vida que escorre pelos dedos
Ninguém pode detê-la
Não há fórmula para voltar
Sempre se está mais perto do fim, da morte, do que da vida!

A dor pode doer mais em mim do que em você
Isso depende do quanto o momento é mais importante...

As vezes sou tomada por uma nostalgia
As vezes sou tomada pela alegria
As vezes sou tomada pelas vontades, impulsos
As vezes quero ser apenas eu
Mas a verdade é que sempre quis ser apenas eu!

A melodia pode trazer vontades
A música pode trazer lembranças
As palavras podem trazer peso
As pessoas trazem a verdade daquilo que somos

Talvez o vazio que nos invade em alguns momentos
Nos remete ao inicio de todo o fim
Ao fim de que estamos propostos
Ao fim de nós mesmos!

Esse fim é inevitável
Estamos cada vez mais próximos!

domingo, 3 de outubro de 2010

Dois de nós

O abraço foi apertado, era sabido que tudo estva acabando, não foi pronunciado nenhuma palavra, apenas um olhar que expressava todo sentimento, toda preocupação, todas as falhas. Não se viu mais aquele olhar, não se viu mais aquela pessoa, era apenas uma lembrança já remota de algo que havia sido bom até um certo ponto.
A poesia já havia mudado o seu ideal, a melodia já não trazia tanta esperança, tanta alegria. Naquele instante tudo se tornou claro, a definição do término, a definição do vazio, mas o mais concreto era a definição do carinho que ainda existia entre eles.
Não se podia orientar, não se podia voltar atrás, era constrangedor o suficiente para se permanecer em silêncio o tempo suficiente até aquele olhar voltar, se é que algum dia ele voltaria, não havia previsão.
Os dois naquele momento de despedida se tornaram um só , mesmo não querendo, mesmo sabendo que era o fim, o fim do próprio sentimento, o fim dos próprios sonhos, o fim de si mesmos.
Naquele olhos, naquela pele, naquela hora, não estava mais a volta, o caminho a ser seguido era árduo, difícil, mas era em todas as hipóteses, o melhor a se fazer!