domingo, 27 de março de 2011

O silêncio aperta a alma,
aprisiona o sentimento,
invade o espaço e deixa o vazio,
domina.

Vagueio pelo escuro tentando descomplicar os meios
procurando os fins.
Fim que esgota o fato,
define o ato.

Talvez não consiga ver o caminho,
a mão que me conduz.
Talvez nem exista um caminho em si,
apenas a vontade de seguir,
de não olhar pra trás,
de não me deixar levar.

É o passado que talvez não esteja bem enterrado,
Ainda há algo que incomoda,
talvez porque apenas não o deixo ir.

É apenas a sensação,
É o silêncio permanente,
a imensidão do caminho.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Diferença


Quando o diferente faz diferença,
quando se sabe que não se pode fazer nada,
quando o tempo continua mostrando,
está ali e você não vê.

Se nega a olhar e a contemplar o incerto,
porque o incerto é tudo o que você não queria,
quando se quer algo que não pode ter,
quando não consegues olhar para além do que pode ver.

Quando a diferença faz diferença em você,
quando as coisas deveriam ser diferentes e não é,
quando a vida vai e volta sem parar,
e na roda gigante você não sabe a onde que ficar.

Está tudo ali, mas não tem nada pronto,
quando algo fala além de você,
quando não consegue controlar
a falta, a dor, o anseio...

Quando não se pode mudar o que já aconteceu,
quando a diferença te mostra quem tu és e quem sou eu,
quando o tempo parece me dizer,
que há apenas uma vida pra viver.

sábado, 5 de março de 2011

Tempo




Tão simples como olhar pra trás,
é ver a vida que corre,
é ver o quanto já sofreu,
o quanto amou, errou.

Ano após ano, dia após dia,
aniversário, comemorações.
O tempo não para,
não espera, anseia.

Ansiedade que vem de dentro da alma,
do corpo, dos impulsos, do ser,
inquieta, remexe e não deixa,
é o tempo que escorre entre os dedos.

Tão simples e tão complexo,
são passos, são laços, são formas,
é o que há no mundo,
é o que há na vida.
E simplesmente nãos se sabe,
apenas se vai.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Palavras




É porque as vezes as palavras estão para explodir de mim,
é como um conto, um fato, um retrato,
mas as vezes elas estão lá
e me priva dos seus desvaneios,
me apertam, me sufocam e simplismente não saem.

As vezes nem preciso pensar, la vai mais um momento.
Em outros me fecho, me isolo,
acordo no meio da noite pensando e nada.

As vezes é por tristeza que falo de amor .
As vezes é por amor que falo de ausência.
As vezes é apenas uma frase que se tornou mais do que aquilo.
As vezes é por silêncio que desabafa a minha alma.

As vezes é por você que está tão longe
e preciso ter por perto.
As vezes é por aquele que está tão perto,
que preciso ter mais do que longe.

As vezes é pra dizer o que o coração está sentindo,
em outras é pra deixar de ser tão medíocre.
Na verdade é apenas pra não deixar de ser eu
e me lembrar de como é você!