quinta-feira, 26 de maio de 2011

Última




Foi a última vez,
do eterno processo de te querer e não querer,
foi a última
da vontade de ser apenas tua,
foi o fim
da esperança, do desejo, da chama.

Os dias tem sido difíceis,
As noites longas,
Já não sei o que pensar
Perguntas e respostas que não tenho.

Foi mais uma morte,
uma sequidão.
A volta à algo que já estava esquecido,
o medo, a incerteza, o fim.

Foi mais um desligar
Sem que nada pudesse ser feito
os olhos já não são os mesmos,
a vida já não é igual.

A ilusão da lugar ao real
O sonho à realidade
E ainda não sei o caminho
És apenas mais um que se vai.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Flash



Me lembrei de coisas do passado,
veio a minha memória lembranças que já havia me esquecido.
Vejo nitidamente quem eu era
e que agora sou.

Os sentimentos que outrora me atormentavam,
já não possuem o mesmo efeito.
Os medos já não são iguais,
já não sei bem ao certo quais são.

É o mesmo que olhar para o horizonte,
enxergar a estrada,
mas não compreender os meios que me conduziram.
É apenas mais um passo ao desconhecido,
ao incerto, ao que talvez defina quem sou, aonde estou.

Quando olho para trás e me vem essas lembranças,
o quadro da minha existência,
a história do meu ser,
é como flash que abre, um após o outro,
que me mostram quando não quero vê-los,
quando não recordo deles,
quando não mais fazem parte de mim.

é apenas um amontoado de momentos,
razões, circunstâncias,
que me fizeram ora ser mais do que sou,
ora menos do que devo ser.

É apenas coisas que sempre vão fazer parte do que sou e não devia ser.
É apenas um reflexo do que gostaria de deixar de ser.