segunda-feira, 22 de agosto de 2011



Se eu pudesse olhar no fundo dos seus olhos

e pudesse ver o que há de melhor neles;

os seus sonhos, a forma como vê o mundo,

as cores, cores sem fim, suas próprias definições.


Se eu pudesse olhar a sua alma,

se eu pudesse mensurar os seus sentimentos.

Os sentidos, os desejos, o cheiro,

a verdade que ninguém mais sabe.


Se eu pudesse provar o seu coração;

e ver as suas batidas,

o compasso, o descompasso,

as aventuras, adrenalinas, o moinho.


Talvez nem eu saiba o que deveria ver

porque às vezes a gente não sabe definir,

não sabe mensurar,

não sabe admirar.


Talvez porque apenas um pouco, ja seja o suficiente.

E eu sem isso tudo, não sou nada.

Sou apenas um pequeno grão de areia

na imensidão que pode ser o seu mar.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pés




É a espera do nada

Do que não foi proposto

Do que ainda é incerto

Olho para o meio

E não consigo enxergar o caminho

Talvez porque não exista de fato

Mas talvez porque ninguém queira saber

No fundo é mais um processo

Dos vários que ainda vai me absorver

Absorver meus pensamentos

Minha memórias

Minhas limitações

Me enchendo de perguntas

A maioria sem resposta

A maioria sem direção

É tudo tão incerto

Tudo tão em vão

O destino meio distante

E os meus pés ainda no chão.