sábado, 29 de outubro de 2011

Alimento


















Eu me alimento da solidão



é na solidão que crio palavras,



não que elas não existam,



mas criam forma quando unidas corretamente.






Eu me alimento do silêncio,



é no silêncio que crio imagens,



vejo possibilidades,



estudo as fontes, a delimitações,



é no silêncio que talvez me encontre.






Eu me encontro nas palavras,



nos momentos angustiantes,



na falta de algo, na escassez do verbo.






As vezes não me encontro,



não controlo, não limito.



As vezes o silêncio, a solidão é pouco,



para definir quem sou.






Na verdade nunca me defino,



se isso acontecer, acabará o eterno desejo de descobrir,



acabará a certeza de um dia poder ser,



acabará o fato de que nada nunca é certo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Controlar





As palavras não podem descrever a sensação

A música não pode ameniza a dor

É um silêncio sem fim

é um apertar no coração.


Olho para ti,

talvez não haja voltas,

apenas palavras, canções

que me lembram, me cercam.


Não tenho nada para oferecer,

não tenho poder para mudar,

não posso me esconder,

eu não posso atropelar.


As entregas de uma vida,

os anseios do coração,

o saltitar de uma batida,

as esperas em vão.


Seria apenas um momento,

apenas um instante,

se tornou mais eterno,

se tornou mais desgastante.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011



Isso jamais aconteceu, nem ao menos faço menção de coisas que acontecem cotidianamente comigo, são apenas texto que expressam minha forma de ver o mundo. Este blog jamais será um diário de bordo, mas hoje aconteceu algo inusitado, recebi um poema, reconstruído do meu poema anterior como resposta ao que havia escrito... Este alguém me surpreendeu, sem mais nada a dizer segue o poema.



Se me tens sempre contigo;

seguro estou em ti.

Mesmo que não seja tão seguro assim;

me tens como sempre teve.

Não com menos expectativa;

nem com menos poder;

tão pouco com menos de si mesma.

Me tens porque necessita;

me tens porque me queres;

me tens para jamais esquecer,

que algo de mim, em ti, pode ser bom.

Me tens por ter;

por sempre estar,

por não me querer,

porque tudo envolve o que és;

o que tens,

o que precisas,

me querer, ou não me queres, ou sequer precisas.

Me tens sem ter,

sem poder, sem temer,

não me tema.

me tens por limites,

me tens por prevenção,

me tens por não criação,

me tens por nenhuma ilusão.

Apenas me tens!!!


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tenho




Te tenho sempre comigo,

seguro em mim,

mesmo que não seja tão seguro assim.

Te tenho como sempre tive,

agora com menos expectativa,

com menos poder,

com menos de mim mesma.

Te tenho porque preciso,

te tenho porque quero,

te tenho para jamais me esquecer

que algo em mim pode ser bom.

Te tenho por ter,

por sempre estar,

por não querer.

Porque tudo envolve o que sou,

o que tenho,

o que preciso,

quero, ou não quero, ou não preciso.

Tenho sem ter,

sem poder, sem temer,

talvez temendo.

Tenho por limites,

por prevenção,

por não criação,

por nenhuma ilusão.

Apenas tenho!