Elas estão lá, eu sei que estão.
As vezes eu as ignoro, sei o que está para sair.
As vezes eu as revelo, apenas para mim,
talvez para o mundo.
É um desaborchar das mesmas ideias,
escritas sempre de forma diferente,
refletem algo que ainda não vi,
mostram aquilo que não quero ver.
E então em sonho incomum
tenho nomes, tenho paisagens,
tenho o seu rosto, uma miragem,
daquilo que um dia idealizei.
Tenho uma vida, um coração,
uma batida sincronizada,
algo que não é em vão,
algo que jamais será.
É as palavras que se vão,
revelam um pouco de mim,
refletem um pouco de ti
das batidas ao acaso,
do início ao fim.
