quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Por mais que doa





Tentei em outros olhos encontrar os seus,

Me lembrei de casos do passado, paixões inacabadas

Mas em vão procurei algo que nunca tive.

A dor foi alucinante e cada dia mais forte,

Não havia saída e nem escapatória,

Estava tão ligada a você que nem percebi o tempo passar

Era tão intenso, tão forte que não abria mão.

Mas o tempo passou e você continua lá,

Eu continuo aqui.

Eu abri mão de te ter aqui,

Pelo simples fato de jamais saber quem tu és,

Porque com toda certeza não és,

Não é a existência que um dia desejei,

Não é a essência que um dia sonhei,

Não é o que um dia quis,

Jamais serás.

E por mais que isso doa,

O tempo cuidará de todos esses anos,

Cuidará de todas as mazelas que ficou,

De todas as tentativas que sobrou,

Todas as esperanças que restou.