quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Enchente


 
Ainda não escrevi o que queria

Ainda não saiu o que precisava

Ah como me sinto engasgada quando fico assim.

Essa mistura de palavras, sentimentos e ações,

Sempre me confundindo,

Sempre me deixando ao caos.

Se ao menos as palavras me libertassem,

Se pelos menos eu desafogasse essa enchente,

Que inunda pensamentos, frases,

Minha mente.

Só que parece não ter pra onde escoar,

Ficam lá, atropelando o que ainda nem sei o que é.

Encharcando o pouco que resta de sensatez,

Invadindo o que ainda falta pra molhar,

Molhando minha alma por inteiro,

E ainda não sei por onde começar,

Ah essas palavras que teimam em sair,

Carregam a minha alma

E levam o que ainda nem percebi.

Sinto que estou a explodir,

E quem sabe assim a enchente se esvazie de mim.   

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Espero





As palavras parecem sufocar

Sinto tanta coisa que nem sei por onde começar

É um misto de coisas novas,

Tantos anos sem isso.

Não saem fico a me martirizar,

São pequenas, tímidas, são minhas.

Queria ter uma mera noção de como isso vai começar

E ai vou saber como pode terminar.

E por mais que fique a pensar,

Por mais que as palavras teimam em sair,

Eu espero algo bom.

Eu espero que o fato de esperar

Me faça encontrar algo em que acreditar.

Espero que tudo seja apenas questão de tempo,

Espero...