segunda-feira, 17 de maio de 2010

Eu vi ...

Eu olhei, olhei por aquela janela
E eu vi, vi coisas que apenas as janelas da alma podem ver
E naquele momento eu percebi
O quão longe eu estava de um lugar certo.

Naquela janela foi mostrado as coisas
Todas as oportunidades, tristezas
Alegrias, dor, lágrimas
O sabor de muitas delas não era boa
Mas a dor de vê-las foi maior

Eu vi, por aquela janela
Que tudo não passou de um simples momento
Eu pude ver que os melhores momentos foram rápidos demais
E que o sabor ainda permanecia.

Pude ver que os maus momentos me fizeram crescer
Me fizeram chorar, as vezes gritar, outras ignorar
Mas aquele sabor não estava presente
Nunca esteve, este sim foi apenas um momento

E naquelas tantas coisas mostradas
Teve uma que eu jamais esquecerei
Foi quando eu me senti completo, realizado, em paz
E esse é o foco

Eu vi, eu vi por aquela janela
E há coisas que jamais esquecerei
Há coisas que jamais me lembrarei!

quinta-feira, 13 de maio de 2010



Ao levantar os meus olhos eu te vi

Eu não esperava, naquela situação

Encontrar alguém que valesse a pena

Talvez porque o mundo tinha sido cruel

Talvez porque a vida não tinha me dado oportunidades

Talvez porque eu relamente não quisesse

Estava com os pés muito firmes para voar

Eu ainda tinha as mesmas marcas do passado

E aquilo ainda me assustava.

Mas quando eu te vi, naquele exato momento

Talvez por um segundo eu realmente desejasse voar novamente

Por um exato instante aquelas marcas não existissem mais

E por um momento eu quis

A minha vida estava sem cor

Estava sem estímulo

Estava sem direção

E naquele instante ela se tornou ...

Um arco-íris e seu caminho brilhou para mim

Mas eu ainda não sabia!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Olhar




Naquela manhã o clima estava mais agradável, ele acordou assustado com o despertador, não acreditava que já havia amanhecido, seu corpo estava moído, como se a cama fosse feita de pedras.

Levantou e pensou: mais um dia!

Então se arrumou como de costume, e na memória as lembranças do quão dificil havia sido esse momento a alguns tempos atrás, agora seu coração não doia mais, não incomodava. Mas ele sabia que dia após dias um pouco de si, daquele sentimento morria. E agora essa impressão era confortável para ele.

Ele sabia que o caminho era aquilo e que mais cedo ou mais tarde a pessoa certa apareceria, que depois ele iria rir de todo aquele drama que havia feito, iria rir das voltas que a vida dá.

Divina comédia humana da própria vida...

Entrou no seu carro e partiu, para mais um dia de trabalho, o sol já se levantara e as ruas estavam cheias de pessoas com o mesmo propósito: Trabalhar!

Mas naquele dia algo diferente o estava envolvendo, parece que tudo tinha um brilho diferente, as cores estavam mais vivas, as plantas mais verdes, o céu mais azul... Ele não entendia o porque, mas estava amando aquela sensação.


Então ao passar por aquela rua próxima ao trabalho, la em cima de um dos fios de alta tensão, ele enxergou um passarinho, um doce e pequeno passáro, e decidiu parar o carro, ao sair contemplou a perfeição de Deus e percebeu que aquilo era uma pura e clara demonstração do Seu amor para com ele.


Entrou no carro e chorou! Posicionou as mãos no volante e seguiu em direção ao seu trabalho e teve plena certeza de aquele era um dia totalmente diferente e especial!