terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PRECISO




Eu preciso de alguém,
alguém que me salve de mim mesma.
Eu preciso de uma força,
da força que ultrapassa,
ultrapassa quem eu sou,
ultrapassa quem eu ainda posso ser.

Eu preciso de vida,
eu preciso das flores,
eu preciso dos cheiros das matas,
da terra molhada, dos valores reais.

Eu preciso de você,
você que de pouquinho me preenche,
preenche esse vazio, essa falta,
mas na verdade não sei aonde te encontrar.

Preciso com tanta urgência,
que a minha própria urgência
é pouca pra expressar.

No silêncio da noite
quando olhos não cedem ao sono,
é de você que preciso!

É desse alguém,
é dessa força,
é dessa vida,
é daquilo que sou!

Porque o meu mundo cabe em mim,
mas eu preciso mais de você,
Eu preciso caber em você!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Direção


Ela continuava com o mesmo brilho no olhar,
apenas eu em alguns momentos
que se tornavam cada vez mais frequentes
não conseguia ver
As coisas haviam mudado
eu já não era mais o mesmo.
As vezes distraido, outras distantes,
momentos que me pressionavam,
as vezes me sentindo atado pelas circunstâncias.

Continuar ou não?

Aquilo ia se desgastantdo a medida que o tempo passava
Mas eu ainda gostava dela,
ainda queria estar com ela,
mas quando estava me sentia vazio,
não me sentia eu,
fazia para vê-la feliz,
mas não havia felicidade em mim!

E a pergunta continuava persistente,
cada vez mais alto,
mais nítido,
mais sonora.
Eu ainda não tinha a resposta!

E quando aquela sensação de angústia ressurgia,
eu lamentava as minhas escolhas,
mas eu ainda não sabia o que queria.
Eu ainda não sei o que quero!


* Esse texto foi escrito para um grande amigo meu! Espero que goste

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Antiga e Desconfiada


Me aguarde em algum lugar da rua

em alguma viela, em algum beco sem saída

Procuro, como uma agulha no palheiro

Desço e subo, sento e penso.

Me chame em algum telefone

Faça como se fazem os amantes

Retire os véus, retire as travas

me encontre aonde ninguém mais me encontre!

Me contemple, admire

Não me deixe sair

Antiga e desconfiada

Ajo como se nada pudesse intereferir.

Cavalheiro e voraz

sedento e capaz

seja quem eu não quero que seja,

me conquiste pelo olhar.

Mas quando me tiver,

Não negues ao que vier

Seja meu pão, meu alimento,

E sempre hei de voltar

Quando voltar assumas,

me assumas como sou

me revele, me exponha

E serei tua, sem temor!