
Me aguarde em algum lugar da rua
em alguma viela, em algum beco sem saída
Procuro, como uma agulha no palheiro
Desço e subo, sento e penso.
Me chame em algum telefone
Faça como se fazem os amantes
Retire os véus, retire as travas
me encontre aonde ninguém mais me encontre!
Me contemple, admire
Não me deixe sair
Antiga e desconfiada
Ajo como se nada pudesse intereferir.
Cavalheiro e voraz
sedento e capaz
seja quem eu não quero que seja,
me conquiste pelo olhar.
Mas quando me tiver,
Não negues ao que vier
Seja meu pão, meu alimento,
E sempre hei de voltar
Quando voltar assumas,
me assumas como sou
me revele, me exponha
E serei tua, sem temor!
Um comentário:
Grande pensadora ficou muito bom
como sempre o que Você escreve e muito forte...
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