terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Antiga e Desconfiada


Me aguarde em algum lugar da rua

em alguma viela, em algum beco sem saída

Procuro, como uma agulha no palheiro

Desço e subo, sento e penso.

Me chame em algum telefone

Faça como se fazem os amantes

Retire os véus, retire as travas

me encontre aonde ninguém mais me encontre!

Me contemple, admire

Não me deixe sair

Antiga e desconfiada

Ajo como se nada pudesse intereferir.

Cavalheiro e voraz

sedento e capaz

seja quem eu não quero que seja,

me conquiste pelo olhar.

Mas quando me tiver,

Não negues ao que vier

Seja meu pão, meu alimento,

E sempre hei de voltar

Quando voltar assumas,

me assumas como sou

me revele, me exponha

E serei tua, sem temor!

Um comentário:

Joel Roelles disse...

Grande pensadora ficou muito bom
como sempre o que Você escreve e muito forte...