quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Espera




O paladar está seco,

Não consigo controlar a falta,

Já faz falta em mim há muito.

Tentei disfarçar, omitir, fugir

Mas como poderei alimentar a alma que me afogueia?

Por acaso há outra fonte que poderei beber e me fartar?

O silêncio prossegue enquanto me seguro,

Me controlo e não me encontro.

Procuro, invento e no fim me recrio.

Mas a falta tem sabor amargo,

Tem a fonte escassa.

Quando dou por mim estou à espera

Espera que me pega de surpresa,

Que me deixa inquieta

Que exige algo que não posso dar.

É como um vento de verão,

Um frio que corta,

O sol que queima,

A chuva que invade cada pedaço,

Cada abertura, cada espaço,

Não posso e não quero,

Depois quero e posso,

Na verdade não sei o que posso,

Muito menos o que quero,

No fim é a isso que me proponho,

A falta insaciável,

A espera interminável!

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