
Arrasto os meus dias como aqueles
que arrastam uma corrente de ferro nos pés.
São presos no físico, mas voam na mente.
Arrasto minhas vontades
como se delas quisesse me desfazer.
É a necessidade do nada, do incerto, do vazio.
Arrasto o meu tempo
como se fosse o que menos me vale,
porque na verdade eu ainda não preciso.
Arrasto os meus planos,
sobrecarregados de pequenas porções de esperança
como se o mundo jamais fosse parar de girar.
Arrasto o meu ser, a vida, as batidas do meu coração
como se em algum momento fosse encontrar a solução,
a medida exata de tudo,
daquilo que preciso.
É como se eu deseperadamente precisasse
desse eterno processo.
É como se nada dependesse de mim,
como se o passado e o futuro não conseguisse se desligar,
Como se o mundo jamais fosse o meu lugar.
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