Se eu pudesse olhar no fundo dos seus olhos
e pudesse ver o que há de melhor neles;
os seus sonhos, a forma como vê o mundo,
as cores, cores sem fim, suas próprias definições.
Se eu pudesse olhar a sua alma,
se eu pudesse mensurar os seus sentimentos.
Os sentidos, os desejos, o cheiro,
a verdade que ninguém mais sabe.
Se eu pudesse provar o seu coração;
e ver as suas batidas,
o compasso, o descompasso,
as aventuras, adrenalinas, o moinho.
Talvez nem eu saiba o que deveria ver
porque às vezes a gente não sabe definir,
não sabe mensurar,
não sabe admirar.
Talvez porque apenas um pouco, ja seja o suficiente.
E eu sem isso tudo, não sou nada.
Sou apenas um pequeno grão de areia
na imensidão que pode ser o seu mar.
Um comentário:
saudades de passar por-aqui, lindo o que escreveu e como sempre muito forte. abrçosssssssssss
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