Com a franqueza me escondo de todos,
quando penso na dor, me isolo
de repente grito, logo me calo
volto ao padrão inicial.
Se acredito que estou assim,
tento lidar com o que sinto,
às vezes nem lido,
deixo quietinho lá naquele canto,
às vezes não há canto para colocar.
Penso em não pensar,
ignoro, isolo, não falo.
Logo desabafo, grito, calo,
eis que um vício se transforma.
Uma reação se aflora e não sei o que fazer,
se me isolo é porque sofro,
se grito é proque preciso,
quando menos espero,
já estou só, em silêncio.
Silêncio que aperta,
que na verdade não é silêncio.
Obs: foto de Rubens/Senegal
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