quinta-feira, 26 de abril de 2012

Estrada




É sempre envolto em elogios, em vontades.
Vontades que me secam a garganta,
me cortam pelo meio,
me tiram do prumo.
Sinto como se estivesse no meio da estrada
e não pudesse sair dali.
Se voltar seus momentos, sua presença,
me invadirá.
Se seguir adiante , como poderei ir,
se não sei nem onde ficar.
Os seus dias brilham em meus olhos.
É como se jamais tivesse saído.
Na verdade nunca saiu,
eu nunca permiti.

sábado, 14 de abril de 2012


Com extrema urgência sinto sua falta.
Sei que não me amas com a mesma intensidade que te amo,
ouso dizer que não me amas.
Sinto falta da sua voz,
da sua mão procurando me tocar,
das ligações,
da presença repentina.
Sinto falta de ter com quem conversar,
quando ninguém mais consegue me compreender.
Sinto falta de apenas sentir,
só porque não estás aqui.
Sinto falta de você,
de um momento ao outro,
de um surto de coisas em minha mente,
a apenas um nada para expressar.
É disso que não consigo me desprender.
É do processo que se repete,
mesmo quando não quero.
É da vontade que preciso controlar.
Porque sei, sempre soube,
que não podes ficar.
É a falta do que um dia cheguei a pensar que existia.
É o silêncio que me abala.
É não ter com quem contar.
É esperar e me cansar.
É me aprofundar e jamais achar.
É não acreditar no intangível.
É prever que não há você,
e mesmo assim eu preciso viver.

sexta-feira, 6 de abril de 2012



Talvez eu espere a vida toda o telefone tocar
e você me dizer que senti muito.

Talvez dure apenas alugns dias,
pode durar meses, anos,
pode durar toda a minha vida.

Pode durar apenas a expectativa que projeto
no que ainda acredito que você seja.

Pode apenas não durar,
posso me cansar,
posso não querer.

O silêncio faz com que tudo
se transforme em nada.

Não posso acreditar que isso viria a nos acontecer,
depois de tantos anos, assim, sem saber.

O pouco que conheço de ti
hoje já não é nada,
eu não posso dizer que conheço.

Você não sabe quem eu sou,
porque sou
e como me encaixo neste mundo.

Você não pode me reduzir a poucas linhas,
não pode me diminuir,
não pode definir quem sou.

É apenas a vontade de querer que eu seja alguém que despreze,
eu não sou o que você quer.
Eu jamais serei.