sábado, 14 de abril de 2012


Com extrema urgência sinto sua falta.
Sei que não me amas com a mesma intensidade que te amo,
ouso dizer que não me amas.
Sinto falta da sua voz,
da sua mão procurando me tocar,
das ligações,
da presença repentina.
Sinto falta de ter com quem conversar,
quando ninguém mais consegue me compreender.
Sinto falta de apenas sentir,
só porque não estás aqui.
Sinto falta de você,
de um momento ao outro,
de um surto de coisas em minha mente,
a apenas um nada para expressar.
É disso que não consigo me desprender.
É do processo que se repete,
mesmo quando não quero.
É da vontade que preciso controlar.
Porque sei, sempre soube,
que não podes ficar.
É a falta do que um dia cheguei a pensar que existia.
É o silêncio que me abala.
É não ter com quem contar.
É esperar e me cansar.
É me aprofundar e jamais achar.
É não acreditar no intangível.
É prever que não há você,
e mesmo assim eu preciso viver.

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