sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Espera...

O vento toca o meu rosto, talvez demorei demais, talvez fui depressa demais, já não sei ao certo, mas não é isso que me incomoda...
O que incomoda é o fato de eu não saber o momento certo, sera que esperar é o melhor? Ou eu devo ir ?
A espera é dolorosa, não se alimenta dela, ela é que se alimenta, da ansiedade, das vontades, dos desejos, do ar mais pesado que puxamos, dos desanimos, dos pensamentos incontrolaveis, do sentimento infundado, das paranoias.
A espera sabe o que é o tempo passar e passar sem nenhuma resposta, ela não se altera, permanece muda mas, inquietante. Quer saber se realmente sabemos esperar, ou se ao primeiro sinal corremos, mas que sinal ? Não se sabe ao certo...
Talvez um fruta que cai, ou um pequeno sinal da chuva, ou o sapato apertado, a chinela rasgada, o tempo seco, um aperto no coração, o silêncio na alma, qual sinal seguir ? São todos tão definidos em si mesmos ...
A espera, não tem pressa, ela ajusta seu relógio, senta calmamente, aguarda, e você angustiadamente tenta resolver, o que muitas vezes não se resolve, você para por um instante, olha pra traz, olha o horizonte, onde ir, o que fazer, como fazer ?
A espera la tranquilamente assiste como em um espetáculo de horrores, você se angustia, você se desespera, se confundi, não se resolve...

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