quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mar

Parou na beira do mar
Realmente naquele instante soube,
já tinha a plena certeza
estava enterrando um grande amor...
Nem era tão grande assim
afinal de contas, acabou morrendo
minguando na solidão,
nos dias de espera intermináveis,
Nas noites de ausência e solidão,
nos olhares não correspondidos
nas meias palavras,
nas respostas rudes.

Esperou tanto
que a própria espera fez da sua presença, a sua morada
chegou ao ponto,
já não sabia o que esperava,
apenas esperava,
silenciosamente...

Quando chegou percebeu
que a espera tinha sido longa
e que na verdade
não era mais aquilo que esperava
desejou tanto, que acabou se sentindo confusa,
perplexa com tamanha variação.
Achou melhor continuar esperando
quem sabe em um novo reencontro
mas quando reencontrou,
realmente havia morrido.

Morreu da espera,
da ausência consentida,
da distância percorrida,
das horas a fio,
morreu porque não se aguentava mais...

Então parou na beira do mar
derramou seu balde de emoções,
de anos,
planos,
desejos,
derramou a sua espera,
E se fartou com a brisa,
Se reencontrou enfim.

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