quarta-feira, 21 de novembro de 2012







O tempo passou,

Como posso viver sem saber,

Sem ter noção do quanto valeu,

Do quanto esteve presente.

As coisas mudaram,

E eu nem sei como estou

E nem aonde estou,

Essas mudanças não me fizeram bem.

Perdi uma parte de mim,

E o que restou, restou cacos,

Leva tempo para colocá-los no lugar,

Não há peças suficientes.

E você ainda espera que o telefone toque,

E do outro lado da linha você ouça a mesma voz.

E fico nessa do meu tocar,

Mas nem sei se quero atender.

Eu queria que o tempo voltasse,

Para poder fazer o que deveria ter feito,

Para poder ter certeza de que fiz tudo certo dessa vez,

E que você não me deixaria,

Por tantos questionamentos que nem você sabe respondê-los.

Talvez assim eu voltasse ao normal.

Mas essas mudanças,

Essas eu não posso dizer...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O dia



O dia foi carregado de silêncio
pesado, fechado.
Nem uma palavra foi dita a respeito,
não havia o que dizer.
Talvez não tivessem lembrado,
talvez tivessem esquecido,
e talvez, talvez nem havia passado pela mente.
Na verdade passou durante todos os minutos do nosso dia,
em nossas mentes, em nossa lembrança,
naquilo que nos fez mais fracos,
menos de nós mesmos.
O silêncio é um pedido de tregua
à perda inestimável.
Uma perda que foi sentida,
foi sofrida e jamais esgotada.
Eu sofro por não ouvi mais a sua voz,
eu sofro por não te contar os meu planos,
eu sofro por não te encontrar,
Talvez fosse mais fácil,
mas não está sendo.
Essa falta de palavras,
essa falta de expressão
arrasta da minha alma aquilo que apenas você poderia saber.
E após todo esse sentimento e essa solidão,
o vazio, as diferenças que a sua falta nos trouxe
eu pude mais uma vez perceber,
que a minha vida ainda precisa da sua,
e conforme vou vivendo, continuo percebendo que
sempre irá precisar.
Meu amor nunca acaba, se torna maior!

domingo, 23 de setembro de 2012

Cada não




Sim eu queria entender cada atitude sua,
eu queria ter a plena certeza de que tudo é para o meu bem,
cada não, cada sim.

Eu quero crer que talvez, tudo,
apenas tudo deve ser assim,
que tenho que ficar aqui,
no meu cantinho.

Mas o meu coração parece não entender,
parece não aceitar
e por mais que eu queira nem pensar,
eu penso.

Eu viveria quantos sim(s) você me desse pra viver,
eu ousaria em todos os extremos
se eu soubesse que valeria a pena.

Talvez eu me esconda, me protegendo, mas
eu seria apenas eu,
para você ser apenas você.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Por mais que doa





Tentei em outros olhos encontrar os seus,

Me lembrei de casos do passado, paixões inacabadas

Mas em vão procurei algo que nunca tive.

A dor foi alucinante e cada dia mais forte,

Não havia saída e nem escapatória,

Estava tão ligada a você que nem percebi o tempo passar

Era tão intenso, tão forte que não abria mão.

Mas o tempo passou e você continua lá,

Eu continuo aqui.

Eu abri mão de te ter aqui,

Pelo simples fato de jamais saber quem tu és,

Porque com toda certeza não és,

Não é a existência que um dia desejei,

Não é a essência que um dia sonhei,

Não é o que um dia quis,

Jamais serás.

E por mais que isso doa,

O tempo cuidará de todos esses anos,

Cuidará de todas as mazelas que ficou,

De todas as tentativas que sobrou,

Todas as esperanças que restou.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Aos poucos





Meu coração bate unicamente por você

Apesar de saber que não te quero dessa forma.

A minha vida continua

Apesar de nunca estar presente.

Sinto tanto a sua falta que chega dói,

E não consigo controlar, está além das minhas forças.

Se eu pudesse pelo menos tirar da minha cabeça

Dos meus pensamentos, das minhas vontades.

Sinto que jamais serei a mesma,

Jamais me sentirei completa, nem mesmo com você.

Apesar de amar tanto, você ainda não é o que eu preciso.

Você ainda não atende as minhas expectativas,

Não entende o que preciso e nem ao menos sabe o que precisas.

Muda de opinião, vive querendo viver um sonho,

Constrói e destrói achando que assim vai encontrar,

E ao poucos me deixa aos cacos,

Me reconstruindo após suas idas e vindas,

Mas eu já sabia, quase senti o seu próximo passo.

Você, eu não sei, eu não posso dizer,

Te compreendo mais do que a mim mesma,

Te analiso mais do que consigo de mim,

Mas no fundo não consigo entender,

Aceitar suas decisões sempre tão urgentes,

Sempre tão rudes, sempre tão suas.

Me isolo para que não vire mais cacos na sua mão,

Para que no fim eu consiga me encontrar,

E assim consiga te deter.  

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Estação



Aguardo ansiosamente o seu retorno,
como se pudesse tirar algum proveito dele
além de me controlar para não ceder.
Quando você volta me sinto mais forte, quase imbatível
até a próxima saída.
Saída que traz um pesar, uma dor
que de tempos em tempos não consigo suportar,
os minutos se tornam segundos, o tempo não passa
até que tudo se acalma e me faz seguir adiante.
Entre chegadas e partidas me sinto na maior parte do tempo como uma estação
onde encontras abrigo, mas não permanece por muito tempo.
Logo o seu trem não vai me encontrar,
restara apenas a vontade desse meio termo, dessa pausa instântanea,
desse ponto sem fim.
E nessas idas e vindas em breve irei também
e de você vai restar apenas lembranças de tempos de bonança à escassez
de um momento que não volta mais e nem me distrai.
Estarei muito longe e você não estará.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Estrada




É sempre envolto em elogios, em vontades.
Vontades que me secam a garganta,
me cortam pelo meio,
me tiram do prumo.
Sinto como se estivesse no meio da estrada
e não pudesse sair dali.
Se voltar seus momentos, sua presença,
me invadirá.
Se seguir adiante , como poderei ir,
se não sei nem onde ficar.
Os seus dias brilham em meus olhos.
É como se jamais tivesse saído.
Na verdade nunca saiu,
eu nunca permiti.

sábado, 14 de abril de 2012


Com extrema urgência sinto sua falta.
Sei que não me amas com a mesma intensidade que te amo,
ouso dizer que não me amas.
Sinto falta da sua voz,
da sua mão procurando me tocar,
das ligações,
da presença repentina.
Sinto falta de ter com quem conversar,
quando ninguém mais consegue me compreender.
Sinto falta de apenas sentir,
só porque não estás aqui.
Sinto falta de você,
de um momento ao outro,
de um surto de coisas em minha mente,
a apenas um nada para expressar.
É disso que não consigo me desprender.
É do processo que se repete,
mesmo quando não quero.
É da vontade que preciso controlar.
Porque sei, sempre soube,
que não podes ficar.
É a falta do que um dia cheguei a pensar que existia.
É o silêncio que me abala.
É não ter com quem contar.
É esperar e me cansar.
É me aprofundar e jamais achar.
É não acreditar no intangível.
É prever que não há você,
e mesmo assim eu preciso viver.

sexta-feira, 6 de abril de 2012



Talvez eu espere a vida toda o telefone tocar
e você me dizer que senti muito.

Talvez dure apenas alugns dias,
pode durar meses, anos,
pode durar toda a minha vida.

Pode durar apenas a expectativa que projeto
no que ainda acredito que você seja.

Pode apenas não durar,
posso me cansar,
posso não querer.

O silêncio faz com que tudo
se transforme em nada.

Não posso acreditar que isso viria a nos acontecer,
depois de tantos anos, assim, sem saber.

O pouco que conheço de ti
hoje já não é nada,
eu não posso dizer que conheço.

Você não sabe quem eu sou,
porque sou
e como me encaixo neste mundo.

Você não pode me reduzir a poucas linhas,
não pode me diminuir,
não pode definir quem sou.

É apenas a vontade de querer que eu seja alguém que despreze,
eu não sou o que você quer.
Eu jamais serei.

sábado, 10 de março de 2012

Silêncio



O teu silêncio me faz pensar em todas as possibilidades.

Chego a pensar que apenas eu idealizei cada momento,

apenas eu vivi, apenas eu senti.


Você se faz distante todas as vezes que idealiza algo sem mim,

é como se eu não existisse,

como se nada entre nós tivesse acontecido.


Mas o que desconcerta,

algo que não consegui suprimi,

é essa falta repentina de algo que cada dia se torna menos real.


É a necessidade de saber que realmente existiu,

foi palpável,

esteve aqui.


É a necessidade que não posso saciar por mim mesma,

para isto eu ainda preciso de você.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Início

foto by Rubens/Senegal

Elas estão lá, eu sei que estão.
As vezes eu as ignoro, sei o que está para sair.
As vezes eu as revelo, apenas para mim,
talvez para o mundo.

É um desaborchar das mesmas ideias,
escritas sempre de forma diferente,
refletem algo que ainda não vi,
mostram aquilo que não quero ver.

E então em sonho incomum
tenho nomes, tenho paisagens,
tenho o seu rosto, uma miragem,
daquilo que um dia idealizei.

Tenho uma vida, um coração,
uma batida sincronizada,
algo que não é em vão,
algo que jamais será.

É as palavras que se vão,
revelam um pouco de mim,
refletem um pouco de ti
das batidas ao acaso,
do início ao fim.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Falta



Meu coração se aperta

ao pensar que você não participou

desse momentos tão especiais,

queria ter o poder de te fazer renascer

nem que fosse por breves momentos,

até que eu me acostumasse

com a sua falta permanente.


É complicado me adaptar sem você,

eu fico perdida,

meio sem ser eu.

É a sua ausência repentina

que me faz chorar silenciosamente

e desejar estar com você novamente.


Foram tão especiais os nossos momentos

que não consigo definir o melhor deles,

apenas sei que és mais do que especial para mim,

mais do que qualquer pessoa nesse universo

possa imaginar.


E é exatamente por isso que ainda não sei

o que fazer e como fazer

sem você!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Muralha




O universo e seus mistérios

as diferenças, as circunstâncias.

O vazio que jamais preenche

a falta que nunca acaba.


A certeza do incerto,

o caminho que se apaga.

O que sinto não se escreve,

o que penso não se expressa.


Fico muda, calada;

a mão procura e não encontra

um papel, uma caneta

e não há palavras.


Viro circo, viro mágco

se lá no fundo houvesse jeito

de se retirar um desejo

de se ver os olhos brilhando.


Voo alto, mas embaixo

o que é real ainda me atinge

fecho o circo, a muralha

e me fecho por inteiro.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Isolo



Com a franqueza me escondo de todos,
quando penso na dor, me isolo
de repente grito, logo me calo
volto ao padrão inicial.

Se acredito que estou assim,
tento lidar com o que sinto,
às vezes nem lido,
deixo quietinho lá naquele canto,
às vezes não há canto para colocar.

Penso em não pensar,
ignoro, isolo, não falo.
Logo desabafo, grito, calo,
eis que um vício se transforma.

Uma reação se aflora e não sei o que fazer,
se me isolo é porque sofro,
se grito é proque preciso,
quando menos espero,
já estou só, em silêncio.

Silêncio que aperta,
que na verdade não é silêncio.

Obs: foto de Rubens/Senegal