quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Você


Eu não espero ser compreendida por todos
Não espero, muito menos desejo que voltes
Foram tempos de silêncio, renúncia
Talvez os olhos estavam cegos para o que agora vejo.
Observo o mundo, o meu mundo, o seu mundo,
Tão diferentes mas tão iguais.
Procuro o fio da meada,
Aos poucos desfaço os nós,
no final é a mim que encontro
você não está mais!

Não consigo me encontrar em você.
Antes era o barco seguro, a mão de apoio,
hoje se tornou barco sem rumo,
a mão que não procuro.
É fácil e ao mesmo tempo difícil
é perto ao mesmo tempo infinito
é palpável e intangível.

Não procuro mais,
Se é a mim que anseio
não posso esperar que me veja em você.
Se é quem eu sou que descubro,
não posso querer me contentar com você.
Se é a vida que navego
não posso achar que você é o meu porto,
não posso acreditar no indefinido,
posso crer no que ainda sou!

3 comentários:

Joel Roelles disse...

Minha cara amiga como sempre
escrevendo textos muito forte
goste de mais deste texto
se as pessoas entendesse o que queremos dizer em nossos desabafos
que sabe as coisas poderia tomar um ruma diferente....
valeu mesmo muito bom
Abraços
Joel J. Roelles

Joel Roelles disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

ÀS VEZES FALTAM PALAVRAS PRA EXPRSSAR O QUE SINTO MAS FAÇO DESSAS AS MINHAS.